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Gisella Oles de Souza
Piraí do Sul (PR)
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(
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)
Christina Morais
Comentário ·
há 8 anos
Justiça do Trabalho pode acabar se juízes se opuserem à reforma, diz Ives Gandra
Atualização Direito
·
há 8 anos
Esse fenômeno de números de pedidos cair é apenas transitório. Com o tempo voltará ao normal. E mais: era mesmo de se esperar que com a nova lei o número de pedidos caísse, pois a legislação, finalmente, desencoraja os aventureiros que sabem que não têm razão, ingressar na Justiça para tentar forçar um "acordo" para angariar algum dinheiro, careca de saber que não tem direito. E as vítimas de tais manobras não eram os grandes empresários, e sim o pequeno empregador doméstico e comerciantes locais, sem recursos para recorrer, e que preferiam pagar para não correr o risco da demanda. Um verdadeiro mecanismo institucionalizado de assalto à mão armada. Armada de um sistema judiciário trabalhista totalmente falho. E com raríssimas exceções, todas as pessoas que conheço pessoalmente que defendem o antigo sistema, de juízes a advogados trabalhistas, são pessoas que de conhecimento de trabalhador só tem mesmo o lado científico do termo, conhecimento acadêmico (muitos inclusive são professores universitários). Pertencentes a uma elite social, não convivem e nem nunca conviveram socialmente com trabalhadores do baixo escalão, que atuam no serviço doméstico e no comércio local, como salões de beleza, "vendinhas" de bairro, etc. Já eu convivi e convivo com esses trabalhadores, e já cansei de ouvir as conversinhas fiadas sobre "botar fulano (empregador) no pau" e "rancar (leia-se arrancar) dinheiro de deltrano (empregador)" e por aí vai e tudo dito com deboche e escárnio e não no tom de indignação honesta e compreensível de quem realmente teve seus direitos feridos. Má fé escandalosa que jamais tinha sido levada em consideração pela legislação antiga e como em tudo no Brasil, o pequeno pagando o pato pelos grandes. Esse tipo de trabalhador mau caráter, realmente, está com os dias contados nos fóruns trabalhistas. E já vão tarde. Não tem lógica achar que só porque a pessoa é pobre e de baixo nível social ela tem o direito de ser mau caráter e de atuar na Justiça com má fé, sem nenhuma consequência. Mas o trabalhador honesto, que foi ferido em seus direitos, não deixará de acionar a Justiça por medo. Engana-se quem acha que o povo é tão besta assim. Com o tempo vão voltar a procurar a Justiça normalmente. Esperem e verão.
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